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O Romper d'Alva

Gonçalves Dias (?–1864)

Poesia2 min de leitura2 páginas

O começo

Quand ta carde naurait qu'un son, / Harpe fidèle, chante encore / Le Dieu que ma jeunesse adore. / Car c'est un hymne que son nom. / — Lamartine

Do vento o rijo sopro as mansas ondas / Varreu do imenso pego, - e o mar rugindo / As nuvens se elevou com fúria insana; / Enoveladas vagas se arrojaram / Ao céu co'a branca espuma! / Raivando em vão se encontram soluçando / Na base derma rocha descalvada; / Em vão de fúrias crescem, que se quebra / A força enorme do impotente orgulho / Na rocha altiva ou na arenosa praia. _ / Da tormenta o furor lhe acende os brios, / Da tormenta o furor lh'enfreia as iras, / Que em teimosos gemidos se descerram, / Da quieta noite despertando os ecos / Além, no vale humilde, onde não chega / Seu sanhudo gemer, que o dia abafa.

Mas a brisa sussurrando / A face do céu varreu, / Tristes nuvens espalhando, / Que a noite em ondas verteu.

Além, atrás da montanha, / Branda luz se patenteia, / Que dalma a dor afugenta, / Se dentro sentida anseia.

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