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I Juca Pirama

Gonçalves Dias (?–1864)

PoesiaRomance12 min de leitura10 páginas

O começo — Y-JUCA-PYRAMA.

No meio das tabas de amenos verdores / Cercadas de troncos — cobertos de flores, / Alteião-se os tectos dalliva nação; / São muitos seus filhos, nos ânimos forics, / Temíveis na guerra, que em densas cohortes / Assombrão das matas a imensa extensão

São rudes, severos, sedentos de gloria, / Já prelios incilão, já cantão vitória, / Já meigos altendem a voz do cantor: / São todos tymbiras, guerreiros valentes! / Seu nome la voa na boca das gentes, / Condão de prodígios, de gloria e terror!

As tribus vizinhas sem forças, sem brio, / As armas quebrando, lançando-as ao rio, / O incenso aspirárão dos seus maracás: / Medrosos das guerras que os fortes acendem, / Custosos tributos ignavos lá rendem, / Aos duros guerreiros sugeitos na paz

No centro da taba se extende um terreiro, / Onde ora se aduna o concilio guerreiro / Da tribu senhora, das tribus servis: / Os velhos sentados praticão d’outr’ora, / E os moços inquietos, que a festa enamora, / Derramão-se em torno de um índio infeliz.

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