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Ideia de Deus

Gonçalves Dias (?–1864)

Poesia3 min de leitura2 páginas

O começo

Gross ist der Herr! Die Himmel ohne Zahl / Sind seine Wohnungen! / Seine Wagen die donnernden Gewölke, / Und Blitze sein Gespann. / — KLeist

I À voz de Jeová infindos mundos / Se formaram do nada; / Rasgou-se o horror das trevas, fez-se o dia, / E a noite foi criada,

Luziu no espaço a lua! sobre a terra / Rouqueja o mar raivoso, / E as esferas nos céus ergueram hinos / Ao Deus prodigioso.

Hino de amar a criação, que soa / Eternal, incessante, / Da noite no remanso, no ruído / Do dia cintilante!

A morte, as aflições, o espaço, o tempo, / O que é para o Senhor? / Eterno, imenso, que lh'importa a sanha / Do tempo roedor?

Como um raio de luz, percorre o espaço, / E tudo nota e vê - / O argueiro, os mundos, o universo, o justo; / E o homem que não crê.

E ele que pode aniquilar os mundos, / Tão forte como ele é, / E vê e passa, e não castiga o crime, / Nem o ímpio sem fé!

Porém quando corrupto um povo inteiro / O Nome seu maldiz, / Quando só vive de vingança e roubos, / Julgando-se feliz;

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