Se Tu Queres, Meu Amigo
O começo
Amigo….….….….….…. / Pedes um canto na lira, / A quem apenas lhe tira / Sons de viola chuleira? / Insistes dessa maneira? / Não sabes que, por desgraça, / Por mais esforços que faça / Por ser vate é sempre em vão? / Não vês que mente o rifão: / Quem porfia mata caça?
(F. X. de Novaes.)
Se tu queres, meu amigo, / No teu alb”um pensamento / Ornado de frases finas, / Dictadas pelo talento;
<põem> / Não contes comigo, Que sou pobretão: Em cousas mimosas Sou mesmo um ratão.
Não falo das flores, Dos prados não falo, Nem trato dos sinos Porque têm badalo;
Da rola que geme, A’ borda do ninho, Do tênue regato Que corre mansinho;
Nem das travessuras Do terno Cupido, Que faz do beato Janota garrido.
Mas se queres que alinhave Palavras desconchavadas, Desculpa, com paciência, Sandices que vão rithmadas.
Desprenda-se a veia, Comece a festança, Mordendo, cortando — Com toda chibança.
Ateie-se a Musa, Na magra cachola, Com frases flammantes De chôcho pachola
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