Exulta, Oh Paulicéa, a Fronte Eleva
O começo
Exulta, oh Paulicéa, a fronte eleva / Sorri da Grecia e de Esculapio estulto, / Affronta o velho mundo, ousada rompe / Nas aras da memoria ergue o teu vulto.
Cidade eterna de prodígios altos, / Que o gênio domas de Misray potente, / Encrava em bronze com douradas letras / Teu nome excelso de poder ingente.
O Cairo, a Grecia, a Babylonia antiga, / A culta França e a Bretanha ousada, / Ouvindo a fama que o teu nome alteia / Vacillam, tombam do letargo ao nada!
Os vultos da ciência purgatoria / Osiris e Chiron, o louro Apollo,
Vencidos de terror medrosos tremem, / E as frontes curvão no gretado solo!
Quem há que possa competir contigo, / Viçoso berço de varoens preclaros? / Nem Podalyros de saber profundo, / Ou daurea Praxithea os filhos charos!
Se alguém tentar sobrepujar teu nome, / De inveja prenhe e de letal veneno, / Soberba aponta para o vulto hercúleo / Do Pirulista de assombroso aceno.
Héroe fulgente, qual não viu Athenas / Em almos dias que a ciência esmaltam; / Professor magnus de purgantes acres — / Em piruletas que curando matam!
Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.