Farmacopéia
O começo
Temos pimenta, / Grato elixir, / Que os vícios cura / Sem afligir; / Tambem sementes / De dormideiras / Que impafias cura, / E frioleiras.
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Primores dalém sec’lo, já caducos, / Focinhudas rapozas estufadas, / Vinde ao vasto armazém de Citherea, / Reformar as caraças desbotadas.
Temos carmim / Que a face enrubra,
Sem que a velhice / Fatal descubra, / Bellos chinòs— / Para as papalvas — / Que encobre a cuia, / Das que sam calvas
Para o velho que sofre denchaquecas— / Trovoens e pataratas de barriga, / Em seco fuzilando, sem proveito, / Para o fero Esculápio que o fustiga—
Temos seringas, / Lá do Pará, / Agua de Celtz, / Mas feita cá; / Raiz saudável / Do almeirão, / Que cura tosse / E catarrão.
Estulta rapariga, apavonada, / Que campa de Doctora, e sabicbona, / Cuidando, por saber Paulo de Kock , / Que os foros já não tem de toleirona.
Venha que temos, / Para lhe dar, / Rotos calçoens / P’ra concertar; / Velhas ceroulas, / Uma vassoura, / Que a fama elevem / Da tal Doctora.
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