Livros › Casimiro de Abreu › Minha Terra

Capa de Minha Terra

Minha Terra

Casimiro de Abreu (?–1860)

Poesia5 min de leitura4 páginas

O começo

Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá.

G. Dias.

Todos cantam sua terra, / Também vou cantar a minha, / Nas débeis cordas da Lira / Hei de fazê-la rainha; / — Hei de dar-lhe a realeza / Nesse trono de beleza / Em que a mão da natureza / Esmerou-se em quanto tinha.

Correi pr’as bandas do sul / Debaixo dum céu de anil / Encontrareis o gigante / Santa Cruz, hoje Brasil; / — É uma terra de amores / Alcatifada de flores / Onde a brisa fala amores / Nas belas tardes de Abril.

Tem tantas belezas, tantas, / A minha terra natal, / Que nem as sonha um poeta / E nem as canta um mortal! / — É uma terra encantada / — Mimoso jardim de fada — / — Do mundo todo invejada, / Que o mundo não tem igual.

Não, não tem, que Deus fadou-a / Dentre todas — a primeira: / Deu-lhe esses campos bordados, / Deu-lhe os leques da palmeira, / E a borboleta que adeja / Sobre as flores que ela beija, / Quando o vento rumoreja / Na folhagem da mangueira.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de Casimiro de Abreu