O Romance da Pastora Linda
O começo
Och hör du, liten Carin! / Säg, vill du blifva min?
Liten Carin, Folkvisa.
A linda Pastora, guardando o seu gado, / Andava esquecida num alto montado.
E o Rei, que voltava, sombrio, da caça, / Com seus falcoeiros e galgos de raça,
Detem-se, pensando, de súbito, ao vê-la, / Em ermo tão alto, que fosse uma estrela.
— «Oh linda Pastora dos olhos castanhos, / Que passas a vida guardando rebanhos!
A tua beleza deslumbra os meus olhos, / Como uma tulípa no meio de abrolhos.
Teus lábios parecem cerejas vermelhas, / E a pele é mais fina que a lã das ovelhas.
Sobre o oiro das tranças, tuas faces tão puras / São duas papoilas em searas maduras.
Estrella ou Pastora, se queres ser minha, / Terás as riquezas que tem a Rainha!»
— «A flor dos valados é sempre modesta / E a humilde zagalla presume de honesta.»
— «Terás equipagens, palácios, castelos, / E joias a arderem nos fulvos cabelos;
Um trono de esmaltes em oiros maciços, / Lacaios, escravos, fidalgos submissos!…»
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