Livros › António Feijó › O Romance da Pastora Linda

Capa de O Romance da Pastora Linda

O Romance da Pastora Linda

António Feijó

Romance2 min de leitura2 páginas

O começo

Och hör du, liten Carin! / Säg, vill du blifva min?

Liten Carin, Folkvisa.

A linda Pastora, guardando o seu gado, / Andava esquecida num alto montado.

E o Rei, que voltava, sombrio, da caça, / Com seus falcoeiros e galgos de raça,

Detem-se, pensando, de súbito, ao vê-la, / Em ermo tão alto, que fosse uma estrela.

— «Oh linda Pastora dos olhos castanhos, / Que passas a vida guardando rebanhos!

A tua beleza deslumbra os meus olhos, / Como uma tulípa no meio de abrolhos.

Teus lábios parecem cerejas vermelhas, / E a pele é mais fina que a lã das ovelhas.

Sobre o oiro das tranças, tuas faces tão puras / São duas papoilas em searas maduras.

Estrella ou Pastora, se queres ser minha, / Terás as riquezas que tem a Rainha!»

— «A flor dos valados é sempre modesta / E a humilde zagalla presume de honesta.»

— «Terás equipagens, palácios, castelos, / E joias a arderem nos fulvos cabelos;

Um trono de esmaltes em oiros maciços, / Lacaios, escravos, fidalgos submissos!…»

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de António Feijó