Livros › António Feijó › A Vocação d'Ibrahim

Capa de A Vocação d'Ibrahim

A Vocação d'Ibrahim

António Feijó

Poesia2 min de leitura2 páginas

O começo

Outros a quem impugna Genebrado, in Chronologia dizen que fue / Abraham Idolatra como su padre, y le ayudava a su padre Thare a / hazer Idolos de barro, y San Clemente Alexandrino, en el lib. I / recognitionem , y Suydas, in verbo Abrahan : dizem que fue primero / infiel empero que fue tan eminente en el Astrologia, que por el / conocimiento natural de las estrelas conveiò al verdadero Dios.

Prosapia de Christo , por el L.^{do} Diego Matute de Penafiel, / sol. 109.

Vendo, mudos à Dor, os Idolos grosseiros, / Que o oleiro antigo e rude em barro modelava, / Ibrahim despedaça os Deuses derradeiros, / E as terras de Ur, família e pátria, abandonava.

Só, na noite profunda e num amplo deserto, / Sem que o sítio onde está e a estrada reconheça, / — Numa nesga de céu quase todo encoberto,-- / Viu um Astro a luzir sobre a sua cabeça.

E absorto nessa luz que do alto caía, / Como um pressentimento augusto a illuminá-lo, / Bradou, cheio da paz que sobre ele descia: / — «Eis o Deus verdadeiro!»--e prostrou-se a adorá-lo.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de António Feijó