Iniciado
Cruz e Sousa (?–1898)
O começo
Desolado alchimista da Dôr, Artista, tu a depuras, a fluidificas, a espiritualisas, e ela fica para sempre, imaculada essência, sacrametando divinamente a tua Obra.
Pedrarias rubentes dos occasos; Angelus piedosos e concentrativos, a Millet; Te-Deum glorioso das madrugadas fulvas, através do deslumbramento paradisiaco, rumoroso e largo das florestas, quando a luz abre imaculadamente num som claro e metálico de trômpa campestre — claro e fresco, por bizarra e medieval caçada de esveltos fidalgos; a verde, viva e viçosa vegetação dos vergéis virgens; os opalescentes luares encantados nas matas; o cristalino cachoeirar dos rios; as colinas emotivas e saudosas, — todo aquele esplendor de colorida paisagem, todo aquele encanto de exhuberancia de prados, aqueles aspectos selvagens e majestosos e ingênuos, quase bíblicos, da terra acolhedora e generosa onde…
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