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A Ideia ao Infinito

Cruz e Sousa (?–1898)

Poesia3 min de leitura3 páginas

O começo

"…A fama de teu nome, / a inveja não consome, o tempo não destrói!… / (Dr. Symphronio)

Era uma coluna de artistas!… / Ao lado Tasso / Medindo as múltiplas conquistas / Co’as amplidões do espaço!… / Seguia-se João Caetano / Embuçado da glória no divinal arcano!… / Depois Joaquim Augusto / Altivo, sobranceiro, erguido o nobre busto. / Depois Rachel, Favart, / Fargueil, a espadanar / Nas crispações homéricas da arte, / Constelações azuis por toda a parte! / E em suave ondulação os astros / Vão de rastros / Roubar mais luz às rúbidas auroras!… / Quais precursoras / Do mais ingente e mago dos assombros, / Do orbe imenso nos calcáreos ombros, / Rola um dilúvio, um grande mar de estrelas / Que lançam chispas cambiantes, belas!… / Há um estranho amalgamar de cousas / Como os segredos…

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