Na Minha Terra
Álvares de Azevedo (?–1852)
O começo
Laisse-toi donc aimer! Oh! l'amour c'est la vie! / C'est tout ce qu'on regrette et tout ce qu'on envie, / Quand on voit sa jeunesse au couchant décliner! / ….….….….….….….….….….…… / La beauté c'est le front, l'amour c'est la couronne: / Laisse-toi couronner! / V. HUGO
Amo o vento da noite sussurrante / A tremer nos pinheiros / E a cantiga do pobre caminhante / No rancho dos tropeiros;
E os monótonos sons de uma viola / No tardio verão,
E a estrada que além se desenrola / No véu da escuridão;
A restinga dareia onde rebenta / O oceano a bramir, / Onde a lua na praia macilenta / Vem pálida luzir;
E a névoa e flores e o doce ar cheiroso / Do amanhecer na serra, / E o céu azul e o manto nebuloso / Do céu de minha terra;
E o longo vale de florinhas cheio / E a névoa que desceu, / Como véu de donzela em branco seio, / As estrelas do céu.
Não é mais bela, não, a argêntea praia / Que beija o mar do sul, / Onde eterno perfume a flor desmaia / E o céu é sempre azul;
Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.