Ideias Íntimas
Álvares de Azevedo (?–1852)
O começo
La chaise où je m'assieds, la natte où je me couche, / La table ou je t'écris….….….….….…… / ….….….….….….….….….….….…. / Mes gros souliers ferrés, mon baton, mon chapeau, / Mês libres pêle-mêle entassés sur leur planche. / ….….….….….….….….….….….…. / De cet espace étroit sont tout l'ameublement. / LAMARTINE, Jocelyn
Ossian — o bardo é triste como a sombra / Que seus cantos povoa. O Lamartine / É monótono e belo como a noite, / Como a lua no mar e o som das ondas…
Mas pranteia uma eterna monodia, / Tem na lira do gênio uma só corda, / — Fibra de amor e Deus que um sopro agita! / Se desmaia de amor… a Deus se volta, / Se pranteia por Deus… de amor suspira. / Basta de Shakespeare. Vem tu agora, / Fantástico alemão, poeta ardente / Que ilumina o clarão das gotas pálidas / Do nobre Johannisberg! Nos teus romances / Meu coração deleita-se… Contudo, / Parece-me que vou perdendo o gosto, / Vou ficando blasé: passeio os dias / Pelo meu corredor, sem companheiro, / Sem ler, nem poetar… Vivo fumando. / Minha casa não tem menores névoas / Que as deste céu dinverno… Solitário / Passo as noites aqui e os dias longos… / Dei-me agora ao charuto em corpo e alma: /…
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