Quando Falo Contigo, no Meu Peito
Álvares de Azevedo (?–1852)
O começo
Só um olhar por compaixão te peço, / Um olhar…. mas bem lânguido, bem terno… / ….….….….….….….….……. / Quero um olhar que me arrebate o siso, / Me queime o sangue, m'escureça os olhos, / Me torne delirante! / ALMEIDA FREITAS
Sur votre main jamais votre front ne se pose, / Brûlant, chargé dennuis, ne pouvant soutenir / Le poids dun douloureux et cruel souvenir; / Votre coeur virginal en lui-même repose. / Th. Gautier
Ricorditi di me….….……. / DANTE, Purgatório
Quando falo contigo, no meu peito / Esquece-me esta dor que me consome: / Talvez corre o prazer nas fibras dalma: / E eu ouso ainda murmurar teu nome!
Que existência, mulher! se tu souberas / A dor de coração do teu amante,
E os ais que pela noite, no silêncio, / Arquejam no seu peito delirante!
E quando sofre e padeceu… e a febre / Como seus lábios desbotou na vida… / E sua alma cansou na dor convulsa / E adormeceu na cinza consumida!
Talvez terias dó da mágoa insana / Que minh'alma votou ao desalento… / E consentirás, ó virgem dos amores, / Descansar-me no seio um só momento!
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