A Visão dos Mortos
Castro Alves (?–1871)
O começo
On rapporte encore qu'un berger ayant été introduit une fois par un nain dans le Hyffhaese, l'empereur (Barberousse) se leva et lui demanda si les corbeaux volaient encore autour de la montagne. Et, sur la réponse afíirmative du berger, il s'écria en soupirant: i1 faut donc que je dors encore pendant cent ans"!
H. HEINE (Allemagne)
Nas horas tristes que em neblinas densas / A terra envolta num sudário dorme, / E o vento geme na amplidão celeste / — Cúpula imensa dum sepulcro enorme, — / Um grito passa despertando os ares, / Levanta as lousas invisível mão. / Os mortos saltam, poeirentos, lívidos. / Da lua pálida ao fatal clarão.
Do solo adusto do africano Saara / Surge um fantasma com soberbo passo, / Presos os braços, laureada a fronte, / Louco poeta, como fora o Tasso. / Do sul, do norte… do oriente irrompem / Dórias, Siqueiras e Machado então. / Vem Pedro lvo no cavalo negro / Da lua pálida ao fatal clarão.
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