Livros › Castro Alves › Espumas Flutuantes (1913)

Capa de Espumas Flutuantes (1913)

Espumas Flutuantes (1913)

Castro Alves (?–1871)

Poesia41 min de leitura36 páginas

O começo — A Maciel Pinheiro

Partes, amigo, do teu antro de águias. / Onde gerava um pensamento enorme, / Tingindo as azas no levante rubro, / Quando nos vales inda a sombra dorme… / Na fronte vasta, como um céu de ideias, / Aonde os astros surgem mais e mais… / Quizeste a luz das boreaes auroras… / Deus acompanhe o peregrino audaz.

Verás a terra da infeliz Moema, / Bem como a Venus se elevar das vagas; / Das serenatas ao luar dormida, / Que o mar murmura nas douradas plagas.

Terra de glorias, de canções e brios, / Sparta, Athenas, que não têm rivais… / Que à voz da pátria deixa a lyrae ruge… / Deus acompanhe o peregrino audaz.

E quando o barco atravessar os mares / Quaes pandas azas, desfraldando a vela, / Ha de surgir-t′esse gigante imenso , / Que sobre os morros campeando vela… / Symb′lo de pedra, que o cinzel dos raios / Talhou nos montes, que se alteam mais… / Atlas com a forma do gigante povo… / Deus acompanhe o peregrino audaz.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de Castro Alves