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Manuela

Castro Alves (?–1871)

Poesia2 min de leitura2 páginas

O começo

Companheiros! já na serra / Erra. / A tropa inteira a pastar… / Tropeiros! … junto à candia / Eia! / Soltemos nosso trovar …

Té que as barras do Oriente / Rente / Saiam dos montes de lá… / Cada qual sua cantiga / Diga / Aos ecos do Sincorá.

No rancho as noites se escoam. / Voam, / Quando geme o trovador… / Ouvi, pois! que esta guitarra… / Narra / O meu romance de amor.

….….….….….….….….….…….

Manuela era formosa / Rosa, / Rosa aberta no sertão… / Com seu torço adamascado / Dado / Ao sopro da viração.

Provocante, mas esquiva, / Viva / Como um doudo beija-flor… / Manuela — a moreninha / Tinha / Em cada peito um amor …

Inda agora quando o vento / Lento / Traz-me saudades de então / Parece que a vejo ainda / Linda / Do fado no turbilhão

Vejo-lhe o pé resvalando / Brando / No fandango a delirar. / Inda ao som das castanholas / Rolas / Diante do meu olhar …

Manuela… mesmo agora / Chora / Minh'alma Pensando em ti… / E na viola relembro / Lembro / Tiranas que então gemi.

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