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Dâmaso, Aquele Madraço

Gregório de Matos (1636–1696)

História2 min de leitura2 páginas

O começo

Dâmaso, aquele madraço, / que em pés, mãos, e mais miúdos / pode bem dar seis, e às / ao major Frisão de Hamburgo: / Cuja boca é mentideiro, / onde acode todo o vulgo / a escutar sobre la tarde / las mentiras como punho: / Mentideiro freqüentado / de quantos senhores burros / perdem o nome de limpos / pela amizade de um sujo. / Cuja língua é relação / aonde acham os mais puros / para acusar um fiscal / para cortar um verdugo. / Zote muito parecido / aos vícios todos do mundo, / pois nunca os alheios corta, / sem dar no seu próprio escudo: / Santo Antônio de baeta, / que em toda a parte do mundo / os casos, que sucederam, / viu, e foi presente a tudo: / O Padre papa jantares, / hóspede tão…

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