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Alzira, Sou Feliz!

Bocage

Poesia4 min de leitura3 páginas

O começo

Alzira, sou feliz!… Quanto te devo!… / Das tuas instruções é tal o fruto. / Quanto encarava em torno era a meus olhos / De lúgubres ideias feio quadro:

Tudo o vejo agora alegres, vivas, / Imagens prazenteiras, me suscita. / Os ternos sentimentos, que provava, / Mil vezes combinado com ditames / Que desde a infância sempre m′inspiraram: / Mil vezes refletia que dos homens, / Ou de um tirano Deus era ludibrio: / Conceber não podia que existisse / Para experimentar continua luta / Entre impressões da própria natureza, / E princípios chamados da virtude.

No pélago de embates tão terríveis / Fluctuando implorei o teu auxilio; / Meu coração te abri: e tu leste n′ele / O que eu nem mesma deslindar sabia. / Tu me ensinaste a ver quanto fingidos / Os homens são, nas vozes, e nos gestos: / Rasgaste aos olhos meus mascara infame / Com que têm de uso todos encobrir-se; / Das bordas me salvaste de um abismo, / Onde a infeliz Olinda ia arrojar-se.

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