
Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa (A Propósito d'alguns Livros Recentes)
Antero de Quental (1842–1891)
O começo
Foi publicado originariamente este pequeno trabalho em folhetins no jornal o «Primeiro de Janeiro». Parecendo, porém, a algumas pessoas de gosto que havia nas minhas considerações verdade e justiça suficientes, e que valeria a pena, por isso, dar mais alguma circulação às ideias emitidas, resolvo-me, para satisfazer ao voto dessas pessoas, a imprimir à parte estas paginas, acrescentando-lhes algumas observações, sugeridas pelo escrito do snr. M. Pinheiro Chagas, «Desenvolvimento da Litteratura Portugueza», que só pude ver depois de publicados os folhetins.
A. de Q.
A filosofia das literaturas é uma criação do nosso século, cujo gênio, ao mesmo tempo subtil e profundo, se revela sobretudo nos estudos históricos, e a que um misto particular de entusiasmo e ceticismo, de erudição e intuição, dá uma singular facilidade para penetrar o caráter das varias raças, o espirito das varias idades e civilizações.
Antero de Quental (autor) morreu em 1891; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1962.