A Filosofia da Natureza dos Naturalistas
Antero de Quental (1842–1891)
O começo — EXPLICAÇÃO PREVIA
Digam o que disserem, Anthero de Quental foi indubitavelmente, um dos mais fecundos escritores do seu país e da sua época.
Raros, muito raros, foram as teorias ou problemas da atualidade, ventilados com interesse nos domínios da Sciencia, da Politica ou da Arte que deixassem dexercitar a pena sempre prestigiosa e sempre elegante do grande Mestre.
Na sua obra em prosa cabe, porem, um logar proeminente aos copiosos artigos de critica ou de polêmica, que, durante quase trinta anos, apareceram estampados em diversos órgãos da imprensa periódica portuguesa, tanto da capital como da província, e nos quais, à semelhança de Littré e de Taine, ele connotou, como num diário [VI] íntimo, não somente as suas opiniões pessoais sobre os homens e os sucessos contemporâneos, mas ainda as correntes de influências estranhas que atuaram no seu espirito e as impressões que daí resultaram.
Como critico e polemista, Anthero de Quental não teve em Portugal competidor; foi único na energia fogosa da polêmica e nos processos technicos da análise critica.
Antero de Quental (autor) morreu em 1891; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1962.