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Oliveira Martins O Critico Literário, o Economista, o Historiador, o Publicista, o Politico

Antero de Quental (1842–1891)

O começo — Os Luziadas, ensaio sobre Camões a sua obra, em relação á sociedade portugueza e ao movimento da Renascença, por J. P. d

Se a escola ethnologica está representada, entre os escritores novos, pelo sr. Theophilo Braga, a escola social e histórica—a única, talvez, a que propriamente se devêra dar o nome de filosófica—acaba de achar igualmente entre nós um digno representante num escritor moço e do maior futuro, o sr. Oliveira Martins, que num livro recente estudou, a propósito de Camões (e para nos explicar Camões), a literatura portuguesa do século XVI , no ponto de vista largo e comprehensivo, ao mesmo tempo politico e psicológico, que caracteriza esta ultima escola.

Neste ponto de vista, a literatura de um povo, considerada como um todo simétrico, uma obra gigantesca e coletiva, apresenta-se como a expressão do seu espirito nacional, determinado não por tal ou tal elemento primitivo e, por assim dizer, fisiológico, mas pelos elementos complexos, uns fatais outros livres, uns criados outros herdados, cuja síntese constitui a ideia da sua nacionalidade—raça, instituições, religião, tradição histórica e vocação politica e econômica no meio dos outros povos. A ideia nacional, na sua evolução, determina gradualmente o que se pode chamar o temperamento da nação; e, se esta surda fermentação se manifesta em tudo, nos seus atos e nos seus pensamentos,…

Antero de Quental (autor) morreu em 1891; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1962.

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