Livros › Antero de Quental › Raios de Extinta Luz

Capa de Raios de Extinta Luz

Raios de Extinta Luz

Antero de Quental (1842–1891)

Poesia36 min de leitura32 páginas

O começo — Autobiographia de Anthero

Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel, Açores), / 14 de maio de 1887.

Ex.mo Snr.

Só agora me chegou às mãos a sua estimada carta de 23 de abril ultimo, pelo fato de me encontrar, há dois meses, nesta ilha (que é a minha pátria) trazido aqui por urgentes negócios de família. A demora das comunicações com o continente explica este atraso.

Agradeço a v. ex.a as amáveis e para mim tão honrosas expressões de sua carta, e nada me pode ser, como poeta e como homem, mais grato do que o apreço que um tal mestre e critico manifesta pelas minhas composições, ao ponto de querer ser meu interprete e introdutor junto do publico o mais culto do mundo e que mais direito tem a ser exigente. Discipulo da Alemanha filosófica e poética, oxalá que ela receba com benignidade essas pobres flores, que uma semente sua, trazida pelo vento do século, faz desabrochar neste solo pouco preparado. Qualquer que seja a sua fortuna, toda a minha gratidão é devida ao bom e gentil espirito, que generosamente me toma pela mão, para me apresentar.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de Antero de Quental