Gil Vicente: Quarto Centenário do Teatro Português
Gil Vicente (1470–1536)
O começo
«Depois da obra imortal de Dumas pai, os Três Mosqwtii tradu/.ída em todas as línguas e que conta centos de edições na Eu ropa e na America, o romance que nos últimos anos obteve mai estrondoso sucesso em França e o Filho do Mosqueteiro, de Paul» MahalinI que a Empreza A* As três bibliotecas está publicando:
O brilhante romancista, na sua adoração pelo velho Dumas com que lhe assimilou a extraordinária imaginação, e aquela sedução ti estvlo que arrasta o leitor desde a primeira pagina, num crescendí de interesse, não lhe permitindo abandonar o livro sem chegar à u tima.
De João de Deus escreveu Camillo Casto lio Branco: «ninguém li grou imitá-lo, excepto Manoel Duarte de Almeida, que por ventura 3 identificou pela admiração à Índole de João de Deus.»
O mesmo se pôde dizer do autor dos Três Mosqueteiros - gnem logrou imitá-lo a não ser Paulo Mahalin que pela admiração s lhe identificou.
As aventuras de Joel, o filho do mosqueteiro Porthos, as luta que tem que vencer para arrancar das poderosas garras da águia r que se chamava Luiz XIV, a tímida pomba dos seus amures; perigos que os dois correm, as emboscadas e intrigas, em que se veem envolvidos, pelos que protegem os amores do rei, são paginas t~ palpitantes de interesse, prendem de tal modo a atenção du leitor que um critico francês dizia ainda há pouco: «este romance de Mahalin, é uma ratoeira; entra-se com a maior facilidade, mas depoj de se estar lá dentro, não se sai, senão quando a ratoeira se ahrt ato è, quando o livro se acaba.»
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