
Poesias
Manuel Maria de Barbosa du Bocage
O começo
Eram combates, em que o mundano gastava as últimas nódoas das paixões que o tinham avassallado. Em melodias de anjos, vate christâo, novo Job pela abnegação, ouviam-no entoar os louvores da gloria immarcescivel, enxutas as lagrimas do seu sangue pela certeza da beatitude. Ei-los, esses gemidos que respiram crença e amor, sobre a perda da sobrinha, botão que não chegou a ser flor :
Trocando amargas horas. Por doce eternidade, Gemeu com a natureza Folga com a Divindade, O que é nos céus contemplo, Contemplo o que era aqui *, Gemi . . . porque gemia ! Rio . • . porque ela ri !
Com harmonias assim é que o cisne se despedia !
Que lueta ! Que longa e dolorosa expiação ! Que imensa força dalma para a suportar sem desespero !
Foram meses inteiros de purgatório, esperando em cada dia não v&r raiar a aurora do seguinte ! Desse tempo XI éum retrato, em que figura, conforme a enfermidade o tinha prostrado.
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