
Poesias
Manuel Maria de Barbosa du Bocage
O começo
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POESIAS
DE
U1L UM DE BARBOSA DD BOCAGE,
COULICtlDAS IH MOVA E COKPIjSTA EDIÇÃO • DISPOSTAS E ANTVOTADAS
POR
Z. F. DA silva:
E PRECEDIDAS DE UM ESTUDO BIOGRÁFICO E LITTERARIO SOBRE O POETA, ESGRÍPTO
POR
I*. A. REBELLO ■>% SILVA.
TOMO IV
LISBOA
EM CASA DO EDITOR A. J. F. LOPES, Rvk Atoea N.° 227 x 228.
MDCCCLIIL
TIB KEW TOM PUBLIC LIBRAM
359684B
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TYPOGRAPHIA DE A. J. F, LOPES, Rita Arou N,° 67.
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ELOGIOS
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ELOGIOS.
AOS ff AC8TIB8IMOS AMO* BA FlBEIíIJSglJHA RAINHA BB
PORTUCtAfc, D. MAMA I.
Recitado no «teatro da Rua do» Conde*.
(17 de' Dezembro de 1799.)
ríspida estação tumultuosa, Que de vapor medonho assombra os ares, Que das Eólias grutas desferrolba Estrondosos tufões, e além das nuvens pélago arrogante em serras manda ; ' Esse triste opressor da Natureza, Monarca das borrísonas procelas, Cuja grenha herriçada os gelos c'roam ; Que arremessa o trovão, que acende o raio Na roz terrível, nos terríveis olhos, E, saudoso do cáhos, como que intenta Fingi-lo, arremedá-lo em seus horrores : O carrancudo, tenebroso Hynverno, A face de alto horóscopo brilhante Foi por lei divinal, por lei dos Fados Constrangido a despir tartáreo luto.
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