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Poesias

Manuel Maria de Barbosa du Bocage

Poesia5 h 10 de leitura274 páginas

O começo

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POESIAS

DE

U1L UM DE BARBOSA DD BOCAGE,

COULICtlDAS IH MOVA E COKPIjSTA EDIÇÃO • DISPOSTAS E ANTVOTADAS

POR

Z. F. DA silva:

E PRECEDIDAS DE UM ESTUDO BIOGRÁFICO E LITTERARIO SOBRE O POETA, ESGRÍPTO

POR

I*. A. REBELLO ■>% SILVA.

TOMO IV

LISBOA

EM CASA DO EDITOR A. J. F. LOPES, Rvk Atoea N.° 227 x 228.

MDCCCLIIL

TIB KEW TOM PUBLIC LIBRAM

359684B

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TYPOGRAPHIA DE A. J. F, LOPES, Rita Arou N,° 67.

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ELOGIOS

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ELOGIOS.

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PORTUCtAfc, D. MAMA I.

Recitado no «teatro da Rua do» Conde*.

(17 de' Dezembro de 1799.)

ríspida estação tumultuosa, Que de vapor medonho assombra os ares, Que das Eólias grutas desferrolba Estrondosos tufões, e além das nuvens pélago arrogante em serras manda ; ' Esse triste opressor da Natureza, Monarca das borrísonas procelas, Cuja grenha herriçada os gelos c'roam ; Que arremessa o trovão, que acende o raio Na roz terrível, nos terríveis olhos, E, saudoso do cáhos, como que intenta Fingi-lo, arremedá-lo em seus horrores : O carrancudo, tenebroso Hynverno, A face de alto horóscopo brilhante Foi por lei divinal, por lei dos Fados Constrangido a despir tartáreo luto.

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