Poesias
Manuel Maria de Barbosa du Bocage
O começo
I* A. BEBEIiliO I»A SILVA.
TOMO III.
LISBOA EM CASA DO EDITOR A. J. P. LOPES, Rua Aubea N.° 227 * 228.
MDCCCLIIL TTPOGRAPHIA DE A. J. F. LOPES, Rva Avbsa N.° 67.
EPISTOLAS.
EPISTOLAS.
Elmano a Ctertruria, Pasce Pagna Verbette, il tupo Vagne Ma il cr udo Amor di lagrime si pasce.
Tau. Amint.
L do pé das gangeticas ribeiras, Inimigas da paz, e da alegria, Cá dentre serpes, tigres, e palmeiras :
A ti, bela Gertruria, Elmano envia Seus gemidos terníssimos, e ardentes Sobre as cinzentas azas da Agonia.
Se o teu fiel character não desmentes, Se inda em teu coração não teve entrada A variedade, o vicio dos ausentes ; Se do voto reciproco lembrada Suspiras por me ver, como suspiro Por dar-te beijos mil na mão nevada ; •4 ò «PISTOLAS.
Chorando escutarás o que profiro : Estes queixumes vãos, que entrego aos ares, Estes inúteis ais, que dalma tiro.
Do santo abrigo de meus deuses lares Pela Sorte cruel desarraigado, E exposto em frágil quilha a bravos mares ; Sobre as espaldas do Oceano inchado, Dirijindo tristíssimo lamento Contra o céu, contra Amor, e contra o Fado 5 Debalde conjurando o rouco vento, Em vão pedindo a Tethis sepultura Nas entranhas do mádido elemento:
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