Livros › Manuel Botelho de Oliveira › Panegírico

Capa de Panegírico

Panegírico

Manuel Botelho de Oliveira (?–1711)

Poesia9 min de leitura8 páginas

O começo

Ao Excelentíssimo Senhor / Marquês de Marialva, / Conde de Cantanhede, / no tempo que governava / as armas de Portugal

I Agora, Aquiles Lusitano, agora, / Se tanto concedeis, se aspiro a tanto, / Deponde um pouco a lança vencedora, / Inclinai vossa fronte ao rude canto: / Se minha veia vossa fama adora, / Corra em Mavórcio, corra em sábio espanto, / Cheia de glória, de Hipocrene cheia, / No Mundo a fama, no discurso a veia.

Sua genealogia Donde descendem os Meneses

Vós, Ramo ilustre de ũa excelsa planta, / Que em fecunda virtude enobrecida, / Entre os Troncos mais altos se levanta, / Grande na estirpe, no valor crescida: / Tão nobre sempre, que em nobreza tanta, / Com água não, com sangue foi nascida, / Da Infanta heroica; dando em tempos muitos / De espadas folhas, de vitórias fruitos.

começou a ensaiar-se na guerra com o exercício da caça

Escassamente quinze Maios eram, / Que abrem do tenro buço os resplandores, / Quando logo no peito vos alteram / Guerreira propensão vossos Maiores: / Venatório exercício pretenderam / Vossos brios, se verdes superiores, / Vendo em desejos de tratar escudos / De Cíntia agrados não, de Marte estudos.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de Manuel Botelho de Oliveira