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Memória do Dedo

Manuel Botelho de Oliveira (?–1711)

Biografia e memórias2 min de leitura2 páginas

O começo

{{d| / }}\n\n<põem>\nBela turca de meus olhos,\nCorsária de minha vida,\nGalé de meus pensamentos,\nArgel de esperanças minhas;\n\nQuem te fez tão rigorosa,\nDize, cruel rapariga?\nDeixa os triunfos de ingrata,\nBusca os troféus de bonita.\n\nNão te queiras pôr da parte\nDe minha desdita esquiva:\nQue a beleza é muito alegre,\nQue é muito triste a desdita.\n\nSe ostentas tanto donaire\nCom formosura tão linda,\nSegunda beleza formas\nQuando a primeira fulminas.\n\nE se cair na ladeira\nManhosamente fingias,\nTudo era queda do garbo,\nTudo em graça te caía.\n\nNão tinha culpa o sapato,\nQue o pezinho não podia,\nComo era coisa tão pouca,\nCom beleza tão altiva.\n\nBotando o cabelo…

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