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Música do Parnaso

Manuel Botelho de Oliveira (?–1711)

Poesia8 min de leitura7 páginas

O começo — Dedicatória

Senhor D. Nuno Álvares Pereira de Melo, Du­que do Cadaval, Marquês de Ferreira, Conde de Tentúgal, Alcaide-mor das Vilas e Castelos de Olivença, e Alvor. Senhor das Vilas de Tentúgal, Buarcos, Vila Nova Dansos, Rabaçal, Alvaiazere, Penacova, Mortágua, Ferreiradaves, Cadaval, Cer­cal, Peral, Vilaboa, Vilarruiva, Albergaria, Água de Peixes, Mujem, Noudar e Barrancos: Comenda­dor das Comendas de Grândola, Sardoal, Eixo, Morais, Marmeleira, Noudar e Barrancos. Dos Conselhos de Estado, e Guerra, e do despacho de mercês, e expediente. Mestre-de-campo, Gene­ral da Corte, e Província da Estremadura junto à pessoa de Sua Majestade, Capitão-general da Ca­valaria da mesma Corte, e Província da…

Célebre fez em Fócio ao Monte Parnasso o ter sido das musas domicílio, mas se nisto teve a fortuna de ser talvez o primeiro, não faltou quem lhe tirasse a de ser único. Essa queixa pode formar da famosa Grécia, para cujas interiores províncias se passaram as musas com tanto em­penho, como foi o que tiveram em fazer aque­le portento da sua Arte, o insigne Homero, cujo poema eternizou no Mundo as memórias da sua pena e do seu nome. Transformou-se Itália em uma nova Grécia, e assim, ou se passaram outra vez de Grécia, ou de novo renasceram as mu­sas em Itália, fazendo-se tão conaturais a seus engenhos, como entre outros o foram no do fa­moso Virgílio e elegante Ovídio, os quais, vulga­rizada…

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