Alexandre Herculano
Jaime de Magalhães Lima (1859–1936)
O começo — I
Um paladino iluminado e moço, intemerato no ardor da juventude e na exaltação da crença que nem o martírio lograria dominar ou perverter, sonhou a redenção da pátria desolada pelas guerras, pela fome, pela opressão de tiranias ávidas e corruptas, por hipocrisias sórdidas e degradações monstruosas. Sonhou dias de luz e de ventura, de liberdade e de paz, de boa vontade entre os homens, de trabalho honesto, de civismo austero e de religião sublimada, formosura e virtude, o resgate da miséria desalentada e tenebrosa em que se afundava um povo, outrora são e justamente altivo e agora debatendo-se por se salvar e erguer dos abismos em que a desventura o havia precipitado. E o paladino partiu a…
Jaime de Magalhães Lima (autor) morreu em 1936; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2007.