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As Noites do Asceta

Alberto Pimentel (1849–1925)

RomanceCrítica literária47 min de leitura41 páginas

O começo

LISBOA / Empreza Editora, Carvalho & C.ª / RUA LARGA DE S. ROQUE, 100, 1.º / 1876

AS NOITES DO ASCETA

POR

Alberto Pimentel

LISBOA / Empreza Editora, Carvalho & C.ª / RUA LARGA DE S. ROQUE, 100, 1.º / 1876

Typ. de J. C. Almeida, Rua da Vinha, 65—Lisboa.

a

Jacintho Maria Rodrigues

Eram aqueles os tempos do Amor.

Por toda a parte o coração era a mais fecunda, a mais vivida, a mais completa manifestação da Vida. A humanidade entrara no idílico período da sua primavera. As flores do sentimento brotavam candidas e perfumadas sob os pés da Mulher deificada pela adoração. Deus estava no céu e a Mulher na terra. A mesma religião absorvia e confundia estas duas grandes individualidades misteriosas, porque Deus fora gerado no ventre da Mulher virgem. Pois que o amor divino se librava puro, austero, imaculado, o amor terreno procurava igualá-lo pela candura das suas intenções. O século XIV, um dos mais famosos séculos do grande ciclo amoroso, vê um rei de Inglaterra curvar-se para levantar a fina liga de…

Alberto Pimentel (autor) morreu em 1925; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1996.

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