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Artigo de Euclides da Cunha de 29 de Setembro de 1897

Euclides da Cunha (?–1909)

Crônica e ensaio4 min de leitura4 páginas

O começo

Durou a noite toda quase a fuzilaria, com intervalos maiores que a da noite anterior, porém.

Por doze vezes os jagunços investiram contra as linhas, sendo repelidos.

Conseguiram,entretanto, ainda, adquirir alguns litros dágua.

Às 7 1/2, em companhia dos generais Arthur Oscar, Carlos Eugenio, tenente-coronel Menezes e outros oficiais, segui para uma excursão atraentíssima — um passeio dentro de Canudos!

Seguimos a princípio pelo alto das colinas que se desdobram para o flanco direito da linha e contornando-as depois numa inflexão para a esquerda descemos por uma sanga apertada e áspera em que as placas duríssímas e negras de talcoscisto cintilavam ao sol; e encontramos as primeiras casas do arraial, casas que ainda dois dias antes estavam adiante em poder dos nossos rudes e valentes adversários. A revolta dos trastes paupérrimos e toscos, quebrados ou incendiados indicava toda a violência das refregas anteriores. A porta de algumas fumegavam ainda, como piras sinistras, cadáveres carbonizados de jagunços. E embrenhamo-nos inteiramente na tapera colossal.

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