A Nossa Vendeia (2)
Euclides da Cunha (?–1909)
O começo
Sob este título, há tempos, ao chegar a notícia de lamentável desastre, descrevemos pálidamente a região onde nesta hora, com extraordinário devotamento, batem-se as forças republicanas.
Adotemo-lo de novo.
Infelizmente prevíamos os perigos futuros e aquela aproximação histórica, então apenas esboçada, acentua-se definitivamente.
A situação não pode, entretanto, surpreender a ninguém.
Os tropeços que se antolham às forças da República, a morosidade das operações de guerra e os combates mortíferos realizados, surgem naturalmente das próprias condições da luta, como um corolário inevitável.
O nosso otimismo impenitente, porém, que preestabelecem às marchas das colunas do general Artur Oscar, a celeridade e o destino feliz das legiões de César, mal sofreia uma nova desilusão e caracteriza como um insucesso, como um prenúncio inequívoco de derrota, o que nada mais é do que um progredir lento para a vitória.
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