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Artigo de Euclides da Cunha de 24 de Setembro de 1897

Euclides da Cunha (?–1909)

Crônica e ensaio2 min de leitura2 páginas

O começo

Completo ontem o cerco de Canudos, a luta correrá vertiginosamente agora. Os sucessos de hoje o indicam.

Desde muito cedo a direita da nossa linha avançou estreitando o sítio e estabelecendo com o inimigo um combate que irá num crescendo inevitável. travaram-se combates parciais, peito a peito, dentro das casas mais próximas, rapidamente cercadas. À audácia indômita do jagunço contrapõe-se neste momento a bravura inegável do soldado.

Escrevo rapidamente estas linhas, no meio do tumulto quase, enquanto a fuzilaria intensa suleia os ares a cem metros de distância.

Acabam de chegar alguns prisioneiros.

O primeiro é um ente sinistro; um estilhaço de granada transformou-lhe o olho esquerdo numa chaga hedionda, de onde goteja um sangue enegrecido; baixo e de compleição robusta, responde tortuosamente a todas as perguntas:

Está apenas há um mês em Bello Monte e nada tem com a luta; nunca deu um tiro porque tem o coração mole etc. Nada revela.

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