Livros › Almeida Garrett › Viagens na Minha Terra (1846)

Capa de Viagens na Minha Terra (1846)

Viagens na Minha Terra (1846)

Almeida Garrett (?–1854)

Viagem5 h 20 de leitura282 páginas

O começo — I

Qu’ il est glorieux d’ouvrir une nouvelle carrière, et de paraitre tout-à-coup dans le monde savant un livre de découvertes à la main, comme une cométe inattendue étincelle dans l’espace!

x. de maistre.

De como o autor deste erudito livro se resolveu a viajar na sua terra, depois de ter viajado no seu quarto; e como resolveu immortalizar-se escrevendo éstas suas viagens. Parte para Santarem. Chega ao Terreiro-do-Paço, imbarca no vapor de Villa-Nova; e o que aí lhe sucede. A Deducção-Chronologica e a Baixa de Lisboa. Lord Byron e um bom charuto. Travam-se de razões os Ilhavos e os Bordas-d’agua:

os da calça larga levam a melhor.

Que viage à roda do seu quarto quem está à beira dos Alpes, de hynverno, em Turim, que é quase tam frio como San’Petersburgo — intende-se. Mas com este clima, com este ar que Deus nos deu, onde a laranjeira cresce na horta, e o mato é de murta, o próprio Xavier de Maistre , que aqui escrevesse, ao menos ia até o quintal.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de Almeida Garrett