Erguei-lhe um Trono!
O começo
Erguei-lhe um trono!… tem laureis de mais / Beijai-lhe as palmas!.. são laureis de gloria! / Não quer do escravo a sonolenta paz; / Livre—não vende o prêmio da vitória!
Erguei-lhe ura trono!—para que?—deixai-o / Sacudir-se nas azas da metralha! / Tem no braço o poder, no gladio o raio, / E seu manto real tem na batalha.
Surge,.. e a Italia lhe conhece o passo; / E os rotos batalhões cerrão de novo! / Embalde o cercão, pelo imenso espaço / Tem combatentes—ali está seu povo!
Eis o negro corsel relincha ovante, / Escutando o clarim na metralhada!… / Acompanhai-o—que ele está diante, / Marca-lhe o rumo a ponta de sua espada.
Vai seu caminho, herói da liberdade, / Audaz guiando a marcial cohorte! / Manda o canhão seu nome à eternidade / —Da metralha senhor, rival da morte!
Sabem-lhe a vida ardente—essa epopeia, / Com sangue escrito ao trom da artilharia, / Nas planícies—nos montes—sobre a areia, / Ou nos mares à voz da ventania!
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