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Ubirajara: Lenda Tupi

José de Alencar

Romance1 h 40 de leitura89 páginas

O começo — I

Pela margem do grande rio caminha Jaguarê, o jovem caçador.

O arco pende-lhe ao ombro, esquecido e inútil. As flechas dormem no coldre da niraçaba.

Ora veados saltam das moitas de ubaia e vem retouçar na grama, zombando do caçador.

Jaguarê não vê o tímido campeiro, seus olhos buscam uni inimigo capaz de resistir-lhe ao braço robusto.

O rugido do jaguar abala a floresta; mas o caçador também despreza o jaguar, que já cansou de vencer.

Ele chama-se Jaguarê, o mais feroz jaguar da floresta; os outros fogem espavoridos quando de longe o presentem.

Não é esse o inimigo que procura, porém outro mais terrível, para vencê-lo em combate de morte e ganhar nome de guerra.

Jaguarê chegou à idade em que o mancebo troca a fama do caçador pela gloria do guerreiro.

Para ser aclamado guerreiro por sua nação é preciso que o jovem caçador conquiste esse titulo por uma grande façanha.

Por isso deixou a taba dos seus e a presença de Jandyra, a virgem formosa que lhe guarda o seio de esposa.

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