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A Expiação

José de Alencar

Teatro1 h 40 de leitura92 páginas

O começo — I

Meneses, Vieira, Pinheiro e Fernando.

FERNANDO – Aqui está mais fresco!

PINHEIRO – Está delicioso!… Este terraço é encantador!…

MENESES – Realmente, quem goza deste ar puro, e desta impagável liberdade em pleno baile, vendo dançar nos salões as mais bonitas mulheres, e luzir no céu as mais brilhantes estrelas, saboreando um sorvete entre duas fumaças de Havana; pode dizer afoutamente que conquistou o paraíso terrestre!

VIEIRA – É o baile mais esplêndido deste ano. Podes ter este orgulho, Fernando!

FERNANDO – Quis mostrar a certos ricaços como se deve usar da riqueza!

VIEIRA – E conseguiste! Fizeste de tua casa um verdadeiro paraíso terrestre, como diz o Sr. Meneses. Nada falta, nem mesmo o fruto proibido.

MENESES – E a tentação da serpente, Sr. Vieira… Perdão… Sr. comendador Vieira!…

VIEIRA – Ora! Pode tratar-me como quiser. Não reparo nessas cousas.

MENESES – Nada! O seu a seu dono. Ninguém respeita mais os títulos do que eu.

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