A Pata da Gazela
O começo — I
Estava parada na rua da Quitanda, próximo a da Assembléa, uma linda vitória, puxada por soberbos cavalos do cabo.
Dentro do carro havia duas moças; uma delas, alta e esbelta, tinha uma presença encantadora; a outra, de pequena estatura, muito delicada de talhe, era talvez mais linda que sua companheira.
Estavam ambas elegantemente vestidas, e conversavam a respeito das compras que já tinham realizado ou das que ainda pretendiam fazer.
— Daqui aonde vamos? perguntou a mais baixa, vestida de roixo claro.
— Ao escritório de papai: talvez ele queira vir conosco. Na volta passaremos pela rua do Ouvidor: respondeu a mais esbelta, cujo talhe era desenhado por um roupão cinzento.
O vestido roixo debruçou-se de modo a olhar para fora, no sentido contrario aquele em que seguia o carro, enquanto o roupão, recostando-se nas almofadas, consultava uma carteirinha de lembranças, onde naturalmente escrevêra a nota de suas encomendas.
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