Ex-Homem
O começo — I
Por ameno e formoso vale serpeia o Rio das Flores em cujas águas mira-se a próspera Valença, a mais louça das cidades rurais da província do Rio de Janeiro.
Às margens do pitoresco rio, outrora alcatifadas com os festões das acácias e as grinaldas de sempre-vivas, cobrem-nas agora extensos cafezais e fábricas de importantes fazendas.
À borda do caminho que vai de Valença a Ipiabas, cerca de duas léguas da vila, demorava uma casinha rústica de porta e janela, inteiramente isolada.
À pequena distância, na quebrada, via-se uma venda com pousos, onde frequentemente descansavam tropas e viajantes; e além para dentro descobria-se o teto de uma choupana.
As matas adjacentes que então bordavam a estrada pertenciam à fazenda da Soledade em cujas terras achava-se encravada a pequena situação.
Em uma linda manhã de setembro, haverá trinta anos, duas pessoas seguiam pela vereda que enredava-se na mata, à esquerda da estrada.
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