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A Mortalha de Alzira

Aluísio Azevedo (1857–1913)

Romance3 h 50 de leitura204 páginas

O começo — I/I

L’homme n’est done qu’un sujet plein d’erreurs; rien ne lui montre la vérité; tout l’abuse. Les deux principes de vérité, la raison et le sens, outre qu’ils manquent souvent de sincérité, s’abusent réciproquement l’un l'autre. Les sens abusent la raison par de fausses apparences, et cette même piperie qu’ils lui apportent, ils la reçoivent d’elle à leur tour: elle s’en revenge. Les passions de l’âme troublent les sens et leur font des impressions fâcheuses. Ils mentent, et se trompent á l’euvi.

Pascal — Pensées .

No ano de 17**, Paris então muito governado pela Pompadour e um pouco por Luís XV, palpitava de entusiasmo com um escândalo original.

Por um instante, a grande cidade libertina distraía-se dos seus desregramentos habituais e esquecia a ordem dos Aphrodites e dos Hermaphrodites, e esquecia as picantes palhaçadas de Taconnet e o obsceno macaco de Nicolet e os expressivos fogos de vista de Torré, e esquecia Ruggieri com a sua exibição de pernas e colos importados da América, e esquecia les spetacles pyrrhiques e o Wauxhall, e esquecia as velhacas e célebres representações do barão de Esclapon e da duquesa de Mazarin, e esquecia-se até de ouvir as pilhérias da magra, feia e adorada Guimard, para só ter atenção para o novo escândalo que acabava de surgir inesperadamente.

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