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A Escrava Isaura

Bernardo Guimarães (1825–1884)

Isaura, escravizada, perseguida pelo senhor Leôncio; um retrato da crueldade da escravidão — com os limites de sua época.

Romance3 h 50 de leitura206 páginas

O começo — CAPITULO I.

Era nos primeiros anos do reinado do Sr D. Pedro 2º.

No fértil e opulento município de Campos de Goitacases, à margem do Parahyba, a pouca distancia da vila de Campos, havia uma linda e magnifica fazenda.

Era um edifício de harmoniosas proporções, vasto e luxuoso, situado em aprazível vargedo ao sopé de elevadas colinas cobertas de mata em parte devastada pelo machado do lavrador. Longe em derredor a natureza ostentava-se ainda em toda a sua primitiva e selvatica rudeza; mas por perto, em torno da deliciosa vivenda, a mão do homem tinha convertido a bronca selva, que cobria o solo, em jardins e pomares deleitosos, em viçosos gramáes e pingues pastagens, sombreados aqui e acolá por gameleiras gigantescas, peróbas, cedros e copahybas, que attestavão o vigor da antiga floresta. Quase não se via aí muro, cerca, nem valado; jardim, horta, pomar, pastagens, e plantios circumvisinhos eram divididos…

Bernardo Guimarães (autor) morreu em 1884; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1955.

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