Livros › Alexandre Dumas › A Dama das Camélias

Capa de A Dama das Camélias

A Dama das Camélias

Alexandre Dumas (1802–1870)

Romance4 h 30 de leitura238 páginas

O começo — Capítulo I

A minha opinião é que é impossível criar personagens até que se tenha passado muito tempo a estudar homens, assim como é impossíveis falar uma língua até que se esteja a adquirir seriamente. Não sendo velho o suficiente para inventar, me contento com a narrativa, e imploro o leitor a assegurar-se da verdade de uma história em que todos os personagens, com exceção da heroína, ainda estão vivos. As testemunhas oculares da maior parte dos factos que recolhi encontram-se em Paris, e posso pedir-lhes que me confirmem se o meu testemunho não for suficiente. E, graças a uma circunstância particular, só eu posso escrever estas coisas, pois só eu sou capaz de dar os detalhes finais, sem os quais…

Foi assim que estes detalhes vieram ao meu conhecimento. No dia 12 de março de 1847, vi na rua Lafitte um grande cartaz amarelo anunciando a venda de móveis e curiosidades. A venda devia ter ocorrido por causa da morte do proprietário. O nome do proprietário não foi mencionado, mas a venda foi realizada no 9, Rue d'Antin, no dia 16, de 12 a 5. O cartaz também anunciou que os quartos e móveis podiam ser vistos nos dias 13 e 14.

Autor morreu em 1870; obra em domínio público no Brasil desde 1941 (Lei 9.610/98, art. 41). Esta tradução é nossa, feita do original — art. 14.

Mais de Alexandre Dumas