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Os Animais Iscados da Peste

Machado de Assis (1839–1908)

Poesia2 min de leitura2 páginas

O começo

Mal que se espalha o terror e que a ira celeste / Inventou para castigar / Os pecados do mundo, a peste, em suma, a peste, / Capaz de abastecer o Aqueronte num dia / Veio entre os animais lavrar; / E, se nem tudo sucumbia, / Certo é que tudo adoecia. / Já nenhum, por dar mate ao moribundo alento, / Catava mais nenhum sustento, / Não havia manjar que o apetite abrisse, / Raposa ou lobo que saísse / Contra a presa inocente e mansa, / Rola que à rola não fugisse, / E onde amor falta, adeus, folgança. / O leão convocou uma assembleia e disse: / "Sócios meus, certamente este infortúnio veio / A castigar-nos de pecados. / Que, o mais culpado entre os culpados / Morra por aplacar a cólera divina.…

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