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Histórias de Niterói

Lima Barreto (1881–1922)

História2 min de leitura2 páginas

O começo

Aquela Cantareira da antiga Praia Grande é a companhia de navegação e de viação mais fantástica que se pode imaginar.

Há poucos anos, tencionando dar um simples passeio na outra banda da Guanabara, tomei uma das suas tartarugas e quase fui parar em Montevidéo ou Buenos Aires. Não só eu, como os demais passageiros.

Eram sete horas da tarde, em junho, portanto, noite fechada. Chuviscava. Tomei no Largo do Paço a Terceira - que, como as demais outras companheiras, só merecia uma numeração - Última .

Todas elas são o que há de mais "último" em ordinário e imprestável.

Tomei a barca, apesar do tempo; e, a bem dizer, por causa do tempo, porquanto queria apreciar a chuva no mar.

A barca moveu-se vagarosamente e parecia que as coisas corriam placidamente, quando, de súbito, ela parou no meio da baía. Que foi? Que não foi? Os poucos passageiros encheram-se de susto; a chuva e o vento recrudesceram viu­lentamente.

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