Alberto de Oliveira: Meridionais
Machado de Assis (1839–1908)
O começo
Quando em 1879, na Revista Brazileira , tratei da nova geração de poetas, falei naturalmente do Sr. Alberto de Oliveira. Vinha de ler o seu primeiro livro, Canções românticas , de lhe dizer que havia ali inspiração e forma, embora acanhadas pela ação de influências exteriores. Achava-lhe no estilo alguma cousa flutuante e indecisa; e, quanto à matéria dos versos, como o poeta dissesse a outro, que também sabia folhear a lenda dos gigantes, dei-lhe este conselho: « Que lhe importa o guerreiro que lá vai à Palestina? Deixe-se fixar no castelo com a filha dele… Não é diminuir-se o poeta; é ser o que lhe pede a natureza. Homero ou Mosckos. » Concluía dizendo-lhe que se afirmasse.
Não trago essa reminiscência critica (e deixo de transcrever as expressões de merecido louvor), senão para explicar, em primeiro lugar, a escolha que o poeta fez da minha pessoa para abrir este outro livro; e, em segundo lugar, para dizer que a exortação final da minha crítica tem aqui uma brilhante resposta, e que o conselho não foi desprezado, porque o poeta deixou-se estar efetivamente no castelo, não com a filha, mas com as filhas do castelão, o que é ainda mais do que eu lhe pedia naquele tempo.
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