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O "Menininho" do Presépio

João Simões Lopes Neto (?–1916)

Direito8 min de leitura7 páginas

O começo

— Olhe! Aí está um peão do major Vieira; jogo o pescoço se ele não traz invite pra ir lá, hoje, festejar o Natal, na estância!…

Eu sei!… Aquele é gauchão buenaço!

Eu, se fosse o patrãozinho, ia. Ia, só pra ver o que é uma gente de devoção.

E é que o seu major Vieira não era assim, não; pro caso que ele, em moço, até que era um virado, da gente se benzer três vezes!

O major Vieira quando era cadete haraganeava muito pela rancheria dos postos.

A estância era grande, e entre agregados e posteiros havia um povaréu; o patrão velho, pai dele, era mui esmoleiro e não gostava de, perto dele, ver ninguém com cara de fome.

Mas o diacho era que o que o velho fazia com as mãos o cadete desmanchava coos pés…

O mocito era abusador, e mais duma feita saiu ventando de certos ranchos daqueles pagos… Sim, que um pai cria uma filha não é pra carniça de gaudério!.. Por isso é que já os antigos inventaram o casamento.

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