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Romance de uma Velha

Joaquim Manuel de Macedo (?–1882)

Teatro1 h 20 de leitura74 páginas

O começo — I

Chácara em um dos arrabaldes da cidade do Rio de Janeiro: Jardim espaçoso, que parece estender-se para o lado direito, onde fica em meio elegante casa, de que aparece a varanda de colunas e com escada para o jardim; ao lado esquerdo, gradil e portão de ferro, que abre para a rua; bancos de relva; perto do portão, cadeiras rústicas.

VIOLANTE, em luto aliviado trajando decentemente, mas fora da moda, e trazendo touca a antiga e óculos fixos; BRAZ, vestido com igual decência, mas sem pretensões a elegância. Vem ambos conversando para o lado do portão; logo depois CASIMIRO, no maior apuro da moda, de luvas e bengalinha, desce da varanda.

VIOLANTE – No outro tempo não era assim! por fim de contas tudo está mudado.

BRAZ – Tudo, madrinha; e para no-lo provar basta um espelho et coetera. (Sentam-se) Como Casimiro vem chic!

VIOLANTE (A Casimiro e depois de benzer-se) Estás de ponto em branco, e trazes uma gravatinha que te assenta, como a minha touca assentaria na cabeça de tua filha.

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