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Antonica da Silva

Joaquim Manuel de Macedo (?–1882)

Teatro1 h de leitura54 páginas

O começo — I

Sala na casa de Peres: portas ao fundo, e uma, a de entrada, à esquer­da; janelas à esquerda e à direita; mobília antiga.

Peres, Mendes, Benjamim, vestido de mulher e de mantilha; alguns homens idosos;

Joana, Inês, Brites, e algumas senhoras. Sinais de festim;

Peres lê uma carta que traz outra inclusa.

CORO meio abafado

A esta hora

Uma senhora!

Que será?

Trouxe carta

Longa e farta:

Que será?

Há mistério…

O caso é sério

Que será?…

PERES (A Mendes.) – Compadre, vem ler esta carta. (Mendes vai.).

INÊS e BRITES (Curiosas.) – Será bonita ou feia?…

CORO

A carta é de segredo,

Ali anda mexida…

JOANA – Receio algum enredo.

CORO

Há mistério…

O caso é sério

Que será?…

MENDES (Entregando a carta a Peres.) – E tu?…

PERES (A Mendes.) – Dou-lhe asilo. Então?…

MENDES (A Peres.) – E que o diabo leve o vice-rei.

PERES – Joana, esta senhora é filha de um velho amigo meu, e vem passar alguns dias em nossa casa.

JOANA – É uma fortuna! (Vai abraçar Benjamim).

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